Visualização de notícia
Futuro vice-presidente diz às Farc que novo Governo está disposto a diálogo
Data: Sáb, 31 Jul, 03h17
Bogotá, 31 jul (EFE).- O vice-presidente eleito da Colômbia, Angelino Garzón, declarou hoje que o Governo de Juan Manuel Santos, que começa no próximo dia 7, está disposto ao diálogo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), embora com algumas condições.
"O Governo de Juan Manuel Santos não fechou as portas para a paz", disse Garzón na cidade de Cali.
Ontem, o chefe máximo das Farc, 'Alfonso Cano', propôs ao Governo de Santos um diálogo para a reconciliação.
Garzón disse hoje que exige da guerrilha "que deixe em liberdade todas as pessoas sequestradas de forma incondicional, pare com a prática do sequestro, do terrorismo e das minas antipessoais".
O novo Governo também exige a libertação de "todos os meninos e meninas recrutados", acrescentou o vice-presidente eleito.
"Se eles (os rebeldes) derem essas manifestações, poderão ter a certeza de que Juan Manuel Santos terá toda a generosidade para construir acordos de paz, assim como também processos de reconciliação e de perdão", ressaltou Garzón.
Essa possibilidade, no entanto, se dará "em meio a um processo de reparação às vítimas da violência".
'Cano', apelido de Guillermo León Sáenz e antigo responsável político do grupo, expôs a iniciativa de diálogo em um vídeo divulgado na internet.
Segundo o chefe da guerrilha, o diálogo deverá ter pelo menos cinco "pontos vertebrais": o acordo que permite o uso de bases colombianas por militares americanos, os direitos humanos e o direito internacional humanitário, a posse da terra, o regime político e o modelo econômico.
"Nós seguimos empenhados em buscar saídas políticas para a situação", sustentou 'Cano', que ascendeu há dois anos à chefia máxima das Farc depois da morte do fundador da guerrilha, Pedro Antonio Marín ('Manuel Marulanda Vélez' ou 'Tirofijo'). EFE.